O mercado das criptomoedas está registrando fortes quedas nos últimos dias.
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O Bitcoin chegou a valer US$ 83 mil nesta quarta-feira, 26. Uma queda de cerca de 20% na comparação com o valor de um mês atras.
Mas as outras criptomoedas estão registrando desempenhos ainda piores. Ethereum, o segundo blockchain mais popular, viu seu token nativo (Eth) cair de preço em 15% em dois dias e em quase 30% desde o início do mês.
O Solana, o blockchain mais usado para gerar memecoins (incluindo o do presidente dos EUA, Donald Trump), caiu 20% desde o início da semana e cerca de 44% no mês de fevereiro.
Desde o começo do mês, a capitalização total do setor de criptomoedas caiu de R$ 3,5 trilhões para R$ 2,8 trilhões.
Nada comparável aos números do mercado tradicional, onde até em Wall Street há um ar de correção.
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O Nasdaq, índce de tecnologia, perdeu mais de 4% nas últimas cinco sessões. O S&P 500 apagou quase completamente seus ganhos desde o início do ano, caindo abaixo do limite simbólico e psicológico de 6.000 pontos.
Criptomoedas são investimentos não tradicionais
As criptomoedas têm uma volatilidade muito maior do que as ações tradicionais. Fortes correções não são incomuns e sempre caracterizaram os vários mercados de alta que se sucederam ciclicamente.
Em todos os casos, o sentimento de pessimismo nos mercados parece ter piorado. Algo que poderia ter sido causado pelo maior roubo da história do setor, ocorrido na última sexta-feira em detrimento da plataforma Bybit, sediada em Dubai. Hackers roubaram o equivalente a US$ 1,5 bilhão do “cofre digital” da bolsa, se apropriando de cerca de 400 mil Eth.
Autoridades, bolsas e empresas de análise de cadeia estão tentando localizar os ladrões, um grupo que foi identificado como “Lazarus”, um coletivo de hackers norte-coreanos conhecido por roubos anteriores de criptomoedas.
Os ladrões estão tentando esconder seus saques no blockchain, enquanto as autoridades mapeam o movimento dos fluxos de dinheiro para impedir que os piratas retirem a quantia. Um desafio difícil e que pode durar meses.
Embora a comunidade de criptoinvestidores esteja colaborando ativamente para ajudar a Bybit a recuperar seus ativos, e embora o CEO da empresa, Ben Zhou, tenha garantido aos usuários sua solvência e que todos os ativos dos clientes são garantidos, não se pode descartar que este evento possa ter sido o gatilho para uma queda nas cotações das criptomoedas que talvez já estivesse no ar.
Humor dos investidores afetou cotações
O mercado se animou no final do ano passado com o fluxo de notícias positivas sobre o Bitcoin, como o fato dos Estados Unidos considerar incluí-las em suas reservas estratégicas.
Mas o humor dos investidores nesta fase parece mais voltado para o medo do que para a euforia.
O Índice de Medo e Ganância (Fear and Greed Index), que mede exatamente essa percepção, caiu em um dia de 49 pontos (zona neutra) para 25 (medo extremo).
Qualquer recuperação exigiria uma ajuda de Wall Street, que está digerindo ainda resultados trimestrais das suas maiores empersas.
Balanços que serão acompanhados de perto pelos criptoinvestidores que retornaram por algumas sessões para reviver, ainda que a preços decididamente mais altos, temores semelhantes aos de novembro de 2022, quando a Ftx, a segunda exchange do mundo, declarou falência, gerando turbulências nas cotações desses ativos.
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