Membros do Executivo do governo federal e parlamentares do PT quem compõem a base de apoio no Congresso seguem preocupados com a popularidade do presidente Lula da Silva. Segundo o jornal Folha de S.Paulo, as mudanças na comunicação e a entrega de programas sociais não produziram o efeito esperado.
Conforme análise de importantes personagens do núcleo petista, o governo continua em dificuldade para desenhar uma estratégia que, de fato, mude o cenário desfavorável em termos de reputação junto ao eleitorado. A preocupação se concentra, principalmente, na perda do chamado eleitor tradicional do partido, que reúne sobretudo mulheres, nordestinos e pobres.
PT mostra desânimo no Congresso
A percepção de incapacidade para reagir ao desgaste da imagem tem causado um desânimo generalizado entre os petistas, algo que foi percebido na reunião desta quarta-feira, 2, na Câmara dos Deputados. Na ocasião, os parlamentares tinham como pauta o projeto de lei da anistia e o novo Programa de Aceleração do Crescimento.
Além de não verem perspectiva numa reversão do quadro negativo, os parlamentares também demonstram grande receio com os rumos da economia. Há a sensação de que o cenário de juros e inflação altos, com desaceleração da economia, permaneça inalterado.
O prognóstico tem relação com a recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 3, em que a recuperação da popularidade, tão aguardada pelos petistas, não veio. Ao contrário: os dados pioraram. Em janeiro, 37% dos eleitores tinham avaliação negativa do governo; agora são 41%. As opiniões positivas caíram de 31% para 27%.
As quedas ocorreram inclusive entre o eleitor tradicionalmente mais simpático ao petista, como as mulheres e os moradores do Nordeste. A tendência já era detectada por outros estudos, entre eles, pesquisas internas do próprio governo. Núcleos petistas mais resistentes, no entanto, defendiam que a perda de popularidade era momentânea e vinculada, principalmente, à inflação dos alimentos e ruídos decorrentes da tentativa do governo de impor taxas ao uso do Pix.
Novas medidas atraem mais desgaste
Agora, o governo aposta em ganhos de imagem com a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para quem optou pelo saque-aniversário e foi demitido. Do mesmo modo, acredita em dividendos políticos a partir do “crédito do trabalhador”. Ambas iniciativas, contudo, já começam a ser interpretadas como um ‘tiro no pé’ ao incentivar os brasileiros a caminharem para um maior nível de endividamento.
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