A suspensão das linhas de crédito do Plano Safra 2024/2025 ampliou a tensão entre o governo federal e o agronegócio. O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), afirmou que não há rompimento com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, pois “não há uma relação”.
A crise expôs a falta de diálogo entre o colegiado, popularmente conhecido como bancada do agro, e a pasta. A situação levou a FPA a buscar interlocução direta com o Ministério da Fazenda, sob comando de Fernando Haddad, e a Casa Civil, com chefia de Rui Costa.
Alvo de críticas do presidente da bancada do agro, Fávaro integra o PSD, de Gilberto Kassab. Haddad e Costa são membros do PT, mesmo partido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
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A interrupção dos financiamentos do Plano Safra impacta pequenos e médios produtores rurais. Situação essa que dificulta o acesso ao crédito, aumenta o custos de produção e reduz investimentos no setor.
Se mantida, a suspensão do Plano Safra terá como consequência queda na produção, alta nos preços dos alimentos e prejuízo às exportações e ao emprego rural, observa Lupion.
Diante da repercussão negativa, o governo federal editou uma medida provisória para liberar cerca de R$ 4 bilhões como crédito extraordinário. De acordo com Haddad, isso servirá, justamente, para ajudar no Plano Safra.
Lupion destaca que, além do Plano Safra, setor precisa de estabilidade
Lupion criticou a postura do Ministério da Agricultura, que, segundo ele, perdeu protagonismo no governo federal.
“A FPA busca garantir que as políticas agrícolas sejam conduzidas com prioridade”, disse Lupion. “Sem interferências políticas.”
“Para a FPA, o setor agropecuário não pode ser prejudicado por disputas políticas”, prosseguiu o presidente da bancada do agro. “E precisa de estabilidade no acesso ao crédito e às políticas públicas.”
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