Morrendo de véspera

Meus amigos têm a mania de morrer antes da hora. Telmo Martino me ligava e dizia: “Ruy Castro, aqui é Telmo Martino, vivendo seus últimos dias”. Telmo, uma celebridade da imprensa de São Paulo nos anos 1970 e 80, sofria mesmo de uma depressão braba. Mas só morreria em 2013, dez anos depois daqueles telefonemas. E Carlos Heitor Cony adorava assustar as pessoas dizendo-se “um homem terminal”, apenas porque acabara de extrair um tumor de próstata. O ano era 1988 e Cony viveria mais 30 anos.
Leia mais (02/26/2025 – 09h00)
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