A estratégia da oposição para pautar a anistia na Câmara

A oposição esvaziou o quórum da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), principal colegiado da Casa, com o objetivo de obstruir a discussão sobre pautas que não tenham relação com a anistia aos presos do 8 de janeiro.

Integrantes da oposição e do centro, na CCJ, aderiram ao comando dos líderes do Partido Liberal, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e da oposição, Luciano Zucco (PL-RS), para não registrarem presença nesta terça-feira, 1º.

CCJ vazia

Sem o número mínimo de deputados para abrir a audiência da CCJ, o presidente Paulo Azi (União-BA) encerrou a reunião sem que houvesse deliberação. A estratégia dos líderes é paralisar apenas as comissões não presididas por integrantes da oposição.

A Comissão de Segurança Pública da Câmara, presidida pelo deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP), é um dos colegiados escolhidos para desgastar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Não há previsão para encerramento da obstrução. No plenário, deputados de oposição e do centro repetem a estratégia.

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Desde o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro pela 1º Turma do Supremo Tribunal Federal, intensificou-se a cobrança por anistia no Congresso Nacional.

Uma reunião agendada para esta terça-feira, entre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e líderes da oposição, ainda não foi confirmada.

A anistia no Senado

No Senado, os avanços nas tratativas sobre a anistia são ainda mais tímidos. O senador Magno Malta (PL-ES) disse, em entrevista a Oeste, que o presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre (União-AP), está alinhado com o governo Lula e o Supremo Tribunal Federal.

A fatura cobrada por Malta se deve ao apoio que o chefe do Senado recebeu da oposição, com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado Foto: Marcos Oliveira/Agencia Senado
A fatura cobrada por Malta sobre a anistia se deve ao apoio que o chefe do Senado recebeu da oposição, com o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto:
Marcos Oliveira/Agência Senado

“Não vejo nenhum indício de que algo vá realmente mudar”, disse Malta. “Pelo contrário, os motivos que me levaram a votar contra Alcolumbre e a me posicionar publicamente, tanto antes quanto no dia da votação, continuam firmes.”

Apesar dos entraves no Legislativo, o Partido Liberal acredita que o momento é propício para pautar a proposta. O partido monitora o numero de votos e o apelo popular sobre a medida.

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