O senador Cory Booker (Partido Democrata) entrou para a história do Senado dos Estados Unidos na noite de segunda-feira, 31. Ele permaneceu em pé por mais de 25 horas, e discursou sem interrupções contra o governo Trump nos EUA. Superou o recorde de 24 horas e 18 minutos, estabelecido por Strom Thurmond em 1957.
A sessão teve início às 20h (horário de Brasília) e só foi encerrada por volta das 21h do dia seguinte. Ao atingir a nova marca, Booker foi aplaudido por colegas de partido. Declarou que falaria até o limite físico. Manteve-se no púlpito, sem sentar, comer ou sair para necessidades fisiológicas.
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Durante a fala, não houve interrupção significativa. Outros senadores democratas participaram com comentários breves. Apesar de não ter bloqueado nenhuma pauta crítica, a fala causou atraso na votação de uma proposta do próprio partido. O texto previa a suspensão de tarifas comerciais impostas ao Canadá durante a gestão Trump.
No início do discurso, Booker fez críticas severas ao presidente. Acusou Trump de corroer as instituições e alimentar a instabilidade democrática. Estendeu os ataques a Elon Musk, que comanda o Departamento de Eficiência Governamental. Segundo ele, os primeiros meses da nova administração já haviam gerado impactos negativos em áreas estratégicas.
Ao longo das horas, o senador citou casos de imigrantes, relembrou discursos históricos e condenou decisões da Suprema Corte. Por volta do fim da tarde, apresentava sinais visíveis de desgaste físico. Teve dificuldade para se mover, e foi auxiliado por outro parlamentar ao deixar cair um documento.
Secretário de imprensa dos EUA respondeu com ironia
A Casa Branca respondeu com ironia. O vice-secretário de imprensa, Harrison Fields, disse que Booker tentava reeditar o famoso “Eu sou Espártaco”, em alusão à sua campanha fracassada à Presidência e à tentativa frustrada de barrar a indicação de Brett Kavanaugh para a Suprema Corte.
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