Operadoras de cruzeiros no Brasil acumulam problemas 

A MSC e a Costa Cruzeiros, empresas responsáveis pelos dois cruzeiros que ganharam destaque no início deste ano devido a surtos virais e overbooking, acumulam diversas reclamações no Reclame Aqui e baixa reputação entre os clientes.

Em janeiro, mais de 100 passageiros do MSC Grandiosa, que partiu de Santos rumo à região Nordeste, foram infectados pelo norovírus. A Anvisa decretou surto a bordo ao constatar que mais de 2% dos viajantes foram afetados, seguindo os critérios oficiais para a temporada 2024-2025.

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Já em março, passageiros do cruzeiro Energia On Board, da Costa Cruzeiros, enfrentaram um overbooking que resultou em filas e discussões em uma espera de 15 horas no Porto de Santos. Dezenas de famílias não conseguiram embarcar devido à venda de passagens acima da capacidade do navio.

No Reclame Aqui, a MSC Cruzeiros recebeu 1,12 mil queixas nos últimos seis meses. Apesar de ter respondido a 77% delas, a taxa de resolução foi de 54,3%, com nota média de 5,6/1. Apenas 51,6% dos clientes afirmaram que voltariam a contratar os serviços da empresa. 

A Costa Cruzeiros, por sua vez, registrou 368 reclamações no período e respondeu a todas. A companhia obteve um índice de solução de 52,6% e nota média de 6,0, com 51,4% dos consumidores dispostos a viajar novamente com a empresa.


Empresas estrangeiras também tiveram desafios com seus cruzeiros

Casos como os do MSC Grandiosa e do Energia On Board evidenciam que imprevistos como surtos de contaminação, condições climáticas adversas e falhas operacionais continuam a impactar o setor marítimo de viagens de luxo. 

Exemplo disso foi o ocorrido com o Crown Princess, da Princess Cruises, que enfrentou ventos de 130 km/h durante a passagem do ciclone Alfred pela Austrália. A embarcação inclinou 14 graus, o que deixou 16 feridos.

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