Ocupar a mente com tarefas simples. Basicamente, esse é um dos segredos para fazer com que o nosso cérebro trabalhe pela chegada do sono e impeça principalmente que pensamentos mais ‘áridos’ comprometam o relaxamento e o descanso.
Uma reportagem do jornal The New Times descreve o caso de um homem que não conseguia se ‘desligar’ e, assim, sofria para dormir. Joe Whittington, 47 anos, é médico de emergência há duas décadas, mas ainda acha difícil acalmar sua mente depois de sair do hospital.
Sono: desafio é vencer lembranças
O maior problema na rotina do profissional era tentar adormecer depois de uma jornada cheia de agitações. No curto retrospecto estavam lembranças de uma vítima de acidente de moto, um paciente com infecção e um outro cujo coração parou de bater. O hábito involuntário de repassar os eventos do turno bloqueava o sono.
Joe experimentou respiração profunda, meditação e melatonina. O que resolveu, contudo, foi uma técnica chamada ‘baralho cognitivo’. A estratégia do sono ajuda a “tirar minha mente desse ciclo e colocá-la em um estado onde finalmente posso descansar”, diz Whittington, que assim compartilhou a técnica em sua conta no Instagram, onde tem mais de 750 mil seguidores.
O “baralho cognitivo” tem sido comentado nas redes sociais há anos, mas será que realmente funciona? Especialistas e o próprio cientista respondem. O baralho cognitivo é um exercício mental que envolve focar sua mente em palavras sem associação entre si. Dessa forma, o objetivo é sinalizar principalmente ao cérebro que é hora de dormir.
A tarefa deve ser sobretudo envolvente para distrair dos pensamentos que podem estar impedindo o sono, mas não tão interessante a ponto de despertar sua atenção. Assim, a pessoa começa escolhendo uma palavra aleatória. Um exemplo: ‘Plutão’. Depois, pensa em quantas palavras ela pode lembrar que comecem com a mesma letra inicial. Parque, pipa, pote e poste seriam algumas.
Depois de esgotar o repertório de palavras com “P”, é hora de ir para a próxima letra da palavra original, que é “L”, e fazer o mesmo: “Luz, lápis, leopardo, lembrar”. Sugere-se reservar um segundo para visualizar cada palavra.
Pesquisas indicam que, quando as pessoas adormecem naturalmente, suas mentes tendem a serem preenchidas com imagens vívidas ou pensamentos distantes, informa Luc P. Beaudoin, cientista cognitivo e professor adjunto da Universidade Simon Fraser, no Canadá, que desenvolveu a técnica do baralho cognitivo. O objetivo é ajudar a mente a imitar esse processo.
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