Um arquiteto morreu depois de ser baleado no começo da tarde desta terça-feira, 1º, ao tentar impedir um assalto na região do Butantã, zona oeste de São Paulo. Jefferson Dias Aguiar estava em sua caminhonete Chevrolet Montana quando presenciou uma mulher roubada por dois homens em uma motocicleta.
Conforme o jornal O Estado de S.Paulo, os criminosos levaram o celular e a aliança da vítima. De acordo com a Polícia Civil, Jefferson teria acelerado o veículo na direção dos assaltantes, possivelmente na tentativa de intimidá-los. Um dos suspeitos reagiu e efetuou três disparos, um deles atingiu o arquiteto nas costas, próximo à nuca.
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As autoridades investigam se Jefferson chegou a atropelar um dos criminosos de forma acidental ou deliberada. Os dois envolvidos no crime ainda não foram identificados. Segundo a Polícia Militar, a dupla já praticou outros roubos na região antes do confronto.
Depois de atirar no arquiteto, os suspeitos fugiram a pé e pularam o muro de um estacionamento ao lado de uma obra. Um deles usava capacete amarelo. A motocicleta utilizada no crime, uma Honda Titan azul, foi abandonada no local. A polícia suspeita que o veículo tenha sido furtado. Até o momento, o celular levado da primeira vítima não foi localizado.
Um arquiteto morreu depois de ser baleado no começo da tarde desta terça-feira, 1º, ao tentar impedir um assalto na região do Butantã, zona oeste de São Paulo. Jefferson Dias Aguiar estava em sua caminhonete Chevrolet Montana quando presenciou uma mulher sendo roubada por dois… pic.twitter.com/vGj49hIC4n
— Revista Oeste (@revistaoeste) April 3, 2025
Gravemente ferido, Jefferson foi socorrido e encaminhado ao Hospital Universitário da USP, mas não resistiu aos ferimentos. A investigação do caso está sob responsabilidade do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), localizado na zona norte da capital.
Nas redes sociais, amigos e conhecidos lamentaram a morte do arquiteto. “Foi guerreiro demais, excelente pessoa”, postou Newton Cuesta. “E pensar que eu que vendi esse carro para ele. Lembro que disse que estava muito feliz com a Montana e ia utilizar para trabalhar em novos projetos.”
Quem era o arquiteto morto em São Paulo
Jefferson tinha se casado havia dois anos e planejava ter filhos. Na página de sua empresa de arquitetura nas redes sociais, publicava projetos de mobiliário e decoração com design sofisticado, de acordo com o UOL.
Como revelou em seus perfis sociais, ele se formou em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Anhembi Morumbi, na capital paulista, e atualmente dirigia sua própria empresa de arquitetura. Antes, havia frequentado a Escola Senai Orlando Laviero Ferraiuolo, no Tatuapé, zona leste paulistana, na área de construção civil.
Em 2012, o arquiteto abriu a empresa Aguiar Arquitetura, mas encerrou o negócio em 2015. Atualmente, mantinha ativo o cadastro de microempreendedor individual, aberto em 2017, em endereço na Vila Andrade, região do Morumbi, na zona sul da capital.
Com registro no Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo, Jefferson chegou a assinar algumas obras civis como arquiteto. Apaixonado pela arquitetura com design, Aguiar projetava, desenhava e desenvolvia mobiliário para apartamentos e escritórios.
“Para os que dizem que arquitetura é privilégio de poucos e se negam ao conforto de morar bem, está aí mais um projeto nosso com bom resultado de economia, praticidade e reutilização de materiais, juntos num só espaço preparado para a primavera que está por vir”, escreveu, sobre um de seus trabalhos.
O arquiteto também gostava de pets, especialmente gatos – há imagens dos felinos em suas redes sociais. Os posts revelam que se interessava por ciclismo e viagens para destinos mais exclusivos, como o deserto do Atacama, no Chile, e o sítio arqueológico de Machu Picchu, no Peru.
Leia também: “O crime no poder”, artigo de Alexandre Garcia publicado na Edição 262 da Revista Oeste
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