Deputado diz que Motta ‘acendeu uma vela para Deus e outra para o diabo’ ao negociar anistia

O deputado Ubiratan Sanderson (PL-RS) criticou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), por se mostrar contraditório em relação à pauta da anistia. Segundo o parlamentar, durante a campanha para a presidência da Casa, Motta fez promessas ao Partido Liberal (PL) de levar a proposta à votação, enquanto garantiu ao Partido dos Trabalhadores (PT) que não a colocaria em pauta. Para o deputado, essas negociações foram feitas em troca de apoio para a eleição do paraibano.

Deputado Sanderson (PL-RS) no plenário da Câmara | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
Deputado Sanderson (PL-RS) no plenário da Câmara | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados

“Falou o que cada partido queria ouvir, acendeu uma vela para Deus e outra para o diabo”, afirmou o deputado a Oeste. “Agora, está em dificuldades. Disse que, na próxima semana, tomará uma decisão.”

A crítica de Sanderson veio depois do encontro entre a oposição e Motta no plenário da Câmara, ainda na última terça-feira, 1. O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), abordou Motta depois de uma série de tentativas de reunião. A impressão de que Motta recuou sobre o tema é compartilhada no PL, desde o alto escalão até as diferentes frentes da legenda.

Oposição quer urgência

Sanderson, primeiro vice-líder da oposição na Câmara, destacou que a estratégia é avançar com o projeto do deputado Rodrigo Valadares (União-SE), que tramita na Comissão de Constituição e Justiça. “A oposição não aceita a criação de uma Comissão Especial.”

À esquerda, o relator do PL da Anistia, deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE)| Foto: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
À esquerda, o relator do PL da Anistia, deputado Rodrigo Valadares (União Brasil-SE). Atualmente, a Câmara é presidida por Hugo Motta (Republicanos-PB) | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

A Comissão Especial, prometida pelo ex-presidente Arthur Lira (PP-AL), para discutir o tema é vista como uma manobra para obstruir o avanço da proposta.

Pressão sobre Motta

Sanderson ressaltou que a oposição pressionará Motta a colocar a proposta em regime de urgência. “A redação está madura”, afirmou o deputado. “O texto agora exclui crimes hediondos e limita a anistia a tipificações, como o da Débora do Batom e das tias do zap.”

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