O ranking de bilionários da Forbes, além de mostrar as maiores fortunas do planeta, pode dar indícios do que realmente importa na vida dos super-ricos. Dois exemplos disso são os cineastas Walter Salles, brasileiro, e Steven Spielberg, norte-americano. O primeiro dirigiu Ainda Estou Aqui, e o segundo está à frente de alguns dos maiores clássicos do cinema mundial.
+ Leia mais notícias de Curisamente e desvende um mundo escondido
Enquanto Spielberg conquistou sua fortuna graças a sucessos como Jurassic Park, E.T. e Indiana Jones, o brasileiro deve o dinheiro na conta a uma herança de família — oriunda de outros tipos de tela. Seu nome completo é Walter Moreira Salles Júnior. Do pai, ele herdou muito mais do que o nome. Na verdade, a fortuna vem desde o avô paterno, João.
A origem da herança do diretor de Ainda Estou Aqui
A história da fortuna tem origem em Poços de Caldas, Minas Gerais. Na década de 1930, o lugar era considerado uma das grandes estâncias de veraneio da elite nacional. Nesse mesmo período, João Moreira Salles tinha um banco nessa mesma cidade que levava o nome da família: a Casa Moreira Salles.
A partir desse banco no interior de Minas Gerais, o clã fundou o Unibanco nas décadas seguintes, que se fundiu ao Itaú na virada do século — o principal negócio da família atualmente. E não foi apenas isso que Poços de Caldas rendeu a eles.
Um dos visitantes ilustres que batiam cartão na cidade mineira era o presidente Getúlio Vargas. Em meio às passagens do político pelo interior de Minas, Walter pai engatou um namoro com Alzirinha — a filha do ditador que comandava o país.
Sogro fascista?
O romance começou em 1938 e durou até 1940. Getúlio Vargas, então “sogro” de Walter pai, demonstrava admiração por Adolf Hitler, o nazista que espalhou o nazifascismo por toda a Europa e foi responsável pela morte de milhões de seres humanos — incluindo o Holocausto, o maior genocídio registrado na história.
+ Leia mais notícias de Cultura em Oeste
Passados alguns anos do namoro, Getúlio nomeou Walter pai como embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Depois do cargo na diplomacia, a família de banqueiros tornou-se sócia da Companhia Brasileira de Mineração e Metalurgia (CBMM), junto com os acionista norte-americanos que fundaram o negócio.
Atualmente, o controle da CBMM está nas mãos dos Moreira Salles, incluindo o cineasta Walter e seu irmão, o documentarista João, nome é uma em homenagem ao avô. Cada um da dupla tem US$ 4,5 bilhões, o que faz do diretor de Ainda Estou Aqui o dono de uma herança cinematográfica. Contudo, a cifra ainda é menor que a fortuna de US$ 5,3 bilhões construído por Spielberg com as telas de cinema.
O post Ainda Estou Aqui: o dinheiro do pai e do avô de Walter Salles apareceu primeiro em Revista Oeste.