Nesta quarta-feira, 2, militantes de esquerda invadiram a Câmara Municipal de São Paulo para defender a cracolândia. Os ativistas reclamam de decisões do prefeito Ricardo Nunes (MDB) que, segundo os militantes, dificultam a atuação de ONGs que supostamente ajudam os usuários de drogas.
O nome do grupo que causou tumulto na galeria da Câmara se chama Coletivo Tem Sentimento. Em seu perfil do Instagram, a ONG se define como “um coletivo de geração de renda para mulheres, pessoas trans e imigrantes no território da cracolândia”.

A ONG é contra o policiamento na cracolândia
O Coletivo Tem Sentimento é declaradamente contra a presença de policiais na cracolândia. A região, que fica no centro de São Paulo, é conhecida por ser propícia a crimes. Moradores, comerciantes e visitantes frequentemente relatam roubos, furtos e assaltos naquela parte da cidade.
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Recentemente, o prefeito Ricardo Nunes informou que vai desativar a sede da ONG. O local fica justamente na cracolândia. A Secretaria de Direitos Humanos ofereceu um novo espaço para os militantes, mas o grupo afirma que não quer sair do centro da capital paulista.
“Craco Resiste”
O Coletivo Tem Sentimento não é a única ONG que defende a cracolândia. A Craco Resiste, por exemplo, também atua em favor dos usuários de drogas. Este último grupo é contra a atuação da Polícia Militar na região.
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Nas redes sociais, é possível ver fotos de integrantes da Craco Resiste ostentando cachimbos de crack. Uma das imagens mostra quatro pessoas segurando um objeto que representa o cachimbo. Na descrição está escrito: “Somos todxs usuários! A Craco resiste na luta antimanicomial”.




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