Carol De Toni (PL-SC) assume oficialmente a presidência da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) na próxima terça-feira, 8. A parlamentar assume o cargo como representante da Câmara dos Deputados, e o senador Carlos Portinho (PL-RJ) pelo Senado Federal.
A deputada, que é líder da minoria na Casa Baixa, foi eleita para a presidência da FPLM para o biênio 2025-2026. De Toni assume o cargo no lugar do colega de bancada, Luiz Philippe de Orléans e Bragança (SP).
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Em entrevista exclusiva a Oeste, Carol De Toni define suas prioridades na presidência da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, que serão pautadas no trabalho iniciado por Orléans e Bragança, no “combate ao avanço do Estado”.
A líder afirma que atuará na “defesa contra políticas econômicas que historicamente falharam”, assim como para “revogar legislações ultrapassadas e ineficientes que só atrapalham o desenvolvimento do país”. “Nosso papel é resistir e trabalhar para que o Brasil não afunde ainda mais”, destacou.

Leia os principais trechos da entrevista com Carol De Toni:
Quais serão as suas prioridades à frente da FPLM?
“No último biênio, o deputado Luiz Philippe consolidou a FPLM com um legado fundamental no combate ao avanço do Estado. Nosso compromisso é aprofundar essa missão, especialmente diante de um governo federal que tenta, a todo custo, aumentar o fardo sobre empreendedores e trabalhadores. Nossa prioridade será cortar entraves burocráticos, impedir qualquer tentativa de aumento de impostos, além de incentivar a ampla concorrência do livre mercado.”
Qual a importância da FPLM dentro do Congresso Nacional em um momento em que a gestão econômica do país é tão desaprovada?
“A FPLM é uma linha de defesa contra políticas econômicas que historicamente falharam. O atual governo insiste em aumentar gastos, expandir o Estado e punir quem gera empregos e riqueza. As consequências dessa irresponsabilidade já são conhecidas: inflação, fuga de investimentos, desemprego e recessão. Nossa missão é atuar com firmeza para barrar essas medidas e garantir que o Brasil não se transforme em mais um caso de fracasso econômico causado pelo intervencionismo estatal. Precisamos manter o país em pé até que haja uma mudança de rumo que resgate a confiança do mercado e da população.”
Quais projetos serão defendidos pela frente parlamentar no Congresso?
“Defenderemos todas as propostas que reduzam impostos, simplifiquem a vida dos empreendedores e promovam mais liberdade econômica. Nosso objetivo é aliviar o peso do Estado sobre os cidadãos e garantir que o Brasil tenha um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo. Além disso, trabalharemos para revogar legislações ultrapassadas e ineficientes que só atrapalham o desenvolvimento do país.”

Como será sua atuação como presidente da FPLM dentro do Congresso e como buscará apoio para aprovar as matérias de interesse da frente?
“Minha atuação será alinhada com a liderança da minoria e oposição, o que facilita o diálogo e a articulação dentro do Congresso. Já temos contato direto com as principais lideranças e trabalharemos para ampliar esse apoio, construindo uma aliança firme de parlamentares contra medidas que prejudiquem a economia do país.”
Acredita que o país pode viver um momento de recessão econômica se o governo Lula não conseguir ajustar suas contas?
“Sem dúvida. Nenhuma economia sobrevive gastando mais do que arrecada indefinidamente. Quando um governo ignora princípios básicos de responsabilidade fiscal, o resultado é previsível: endividamento descontrolado, juros altos, desvalorização da moeda e, no final, recessão. O governo atual demonstra um desprezo alarmante pelo equilíbrio fiscal, priorizando políticas populistas de curto prazo que inevitavelmente resultarão em graves consequências econômicas. Basta olhar para países como Argentina e Venezuela para ver onde esse caminho nos leva. Nosso objetivo, através de proposições legislativas, é conter ao máximo esses danos e proteger os brasileiros das consequências desse desgoverno.”
Como a frente pode ajudar a impedir que o brasileiro sofra ainda mais com uma economia instável?
“Estamos trabalhando dentro do Congresso para barrar propostas que sufocam ainda mais os brasileiros e, ao mesmo tempo, conscientizando a população sobre o que está acontecendo. Cada vez mais, vemos eleitores arrependidos de terem votado no atual governo, e nossa voz tem chegado aos corações e mentes de quem está entendendo a gravidade da situação. Nosso papel é resistir e trabalhar para que o Brasil não afunde ainda mais.”
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