No dia 1° de outubro deste ano a agência de classificação de risco Moody’s elevou o grau de investimento do Brasil, passando de Ba2 para Ba1, e mantendo a perspectiva positiva.
Desde então, os investidores estrangeiros já retiraram US$ 4,71 bilhões da Bolsa de Valores de São Paulo (B3).
<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”pt” dir=”ltr”>Fluxo de Gringo<br><br>Desde que a Moodys elevou o nosso grau de investimento gringo já tirou da nossa bolsa Us$ 4,71 bi.<br><br>Mas com a nota, o Gringo não traria dinheiro para o Brasil?</p>— Alexandre Cabral (@alexcabral71) <a href=”https://twitter.com/alexcabral71/status/1871152353073823994?ref_src=twsrc%5Etfw”>December 23, 2024</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>
No acumulado do ano, o fluxo de investimentos estrangeiros na Bolsa de Valores de São Paulo é negativo em R$ 32,93 bilhões.
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Os únicos dois meses com saldo positivo foram julho e agosto, respectivamente com R$ 7,34 bilhões e R$ 10,01 bilhões investidos pelos estrangeiros na B3.
Mesmo com decisão da Moody’s gringos fogem da B3
Os gringos estão fugindo da Bolsa brasileira por causa da piora no cenário fiscal – e da consequente incapacidade do governo em reduzir os gastos públicos, e por causa das mudanças na curva de juros dos Estados Unidos.
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A decisão da Moody’s foi uma surpresa para o mercado financeiro brasileiro, já que a piora das contas públicas é o fator considerado mais crítico para a estabilidade macroeconômica do país.
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Além disso, a Moody’s foi a única grande agência de classificação de risco a elevar sua nota. Fitch e S&P mantiveram suas avaliações inalteradas sobre o Brasil.
Redução do fluxo de investimentos estrangeiros também em 2025
O fluxo de investimentos estrangeiros deve continuar baixo também no próximo ano.
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Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), os investidores estrangeiros deverão reduzir em quase 25% os recursos enviados para os mercados emergentes, como o Brasil.
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