O Ministério Público Federal (MPF) apresentou, nesta segunda-feira, 31, uma denúncia contra 13 ex-executivos da Americanas, acusados de fraudes financeiras que somam quase R$ 23 bilhões.
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A lista inclui Miguel Gutierrez, ex-CEO da empresa, e Anna Saicali, ex-CEO da B2W — conhecida como Americanas Marketplace. Entre os outros acusados estão os ex-vice-presidentes Thimoteo Barros e Marcio Cruz, além dos ex-diretores:
- Carlos Padilha;
- João Guerra;
- Murilo Correa;
- Maria Christina Nascimento;
- Fabien Picavet;
- Raoni Fabiano;
- Luiz Augusto Saraiva Henriques;
- Jean Pierre Lessa;
- Santos Ferreira; e
- Anna Christina da Silva Sotero.
Os denunciados enfrentam acusações de associação criminosa, falsidade ideológica e manipulação de mercado. Nove deles também são acusados de uso indevido de informação privilegiada.
De acordo com o MPF, as práticas fraudulentas ocorreram de fevereiro de 2016 a dezembro de 2022. Eles teriam feito manobras para manipular os preços de valores mobiliários da Americanas S.A., B2W e Lojas Americanas.
Fraudes na Americanas sob liderança de Gutierrez
Gutierrez, apontado pelo MPF como o principal responsável pelo esquema, teria planejado e executado as fraudes enquanto liderava a empresa por quase 30 anos.
E-mails e mensagens de WhatsApp entre os executivos, citados na denúncia, discutem ajustes nos resultados financeiros e como esconder informações das auditorias.
O caso ganhou destaque quando a Americanas revelou, em janeiro de 2023, inconsistências contábeis de R$ 20 bilhões.
Penas propostas pelo MPF
As penas propostas pelo MPF variam. Para Gutierrez e Saicali, a recomendação é de 15 a 69 anos de prisão. Barros, Cruz, Anna, Guerra e Pierre podem enfrentar de 11 a 49 anos.

Saraiva, Padilha, Correa e Picavet estão sujeitos a penas de 6 a 29 anos. Maria Christina e Lapagesse, por sua vez, podem ser condenados a penas de 8 a 39 anos.
A defesa de Barros criticou a denúncia. Ao jornal Folha de S.Paulo, ele a classificou como “outra acusação midiática em curso”.
Além das sanções criminais, o MPF busca responsabilizar financeiramente os acusados pelo prejuízo causado ao mercado com o uso indevido de informações privilegiadas.
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