Um homem de 20 anos foi detido por seguranças de um supermercado na manhã desta quarta-feira, 2, depois de ser flagrado com uma peça de picanha e seis pacotes de café em sua mochila. O caso ocorreu no Recanto das Emas, região administrativa do Distrito Federal.
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De acordo com o relato de um funcionário, o suspeito foi abordado já do lado de fora do mercado, momento em que o furto foi constatado. Diante da situação, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para conduzir os procedimentos legais.
A equipe policial encaminhou todos os envolvidos à 27ª Delegacia de Polícia para registro do flagrante. O caso foi classificado como furto e segue sob responsabilidade da Polícia Civil para as devidas providências. Não há indícios de que o crime tenha envolvido outros participantes.
O suspeito possui passagens anteriores por ocorrências relacionadas à Lei Maria da Penha e por uso e porte de substâncias entorpecentes. No entanto, não há registros prévios de furtos em seu histórico. O suspeito não ofereceu resistência à prisão.
A PMDF mantém uma atuação proativa na prevenção de crimes patrimoniais em áreas comerciais, como o desenvolvimento de ordens de serviço baseadas em estatísticas criminais, o policiamento comunitário, que promove a aproximação entre policiais e comerciantes, e a criação de grupos de comunicação via WhatsApp para acompanhamento das demandas do setor.
Preços do café e picanha nas alturas
Ambos os produtos furtados pelo suspeito são considerados símbolos da inflação dos alimentos durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Os preços do café e a picanha enfrentaram altas históricas desde a posse do petista.
A saca do grão do café tipo arábica bateu recorde, conforme dados da Universidade de São Paulo (USP). A instituição contabiliza que o preço da saca de 60 kg atingiu R$ 2.769,45 em fevereiro, o maior valor desde a série histórica, em novembro de 1996.
“Os baixos estoques nacionais e globais da variedade vêm sustentando o movimento de alta”, explicam os pesquisadores da universidade. “Além disso, a produção brasileira da safra 2025/26 deve ser novamente modesta.”

A carne também pesou no bolso do brasileiro. Ao longo do segundo ano do governo Lula, o preço médio da carne subiu 20,4%, conforme mostram os registros do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados mostram que a picanha, por exemplo, subiu 8,7% no período.
O aumento é superior ao registrado durante a pandemia da covid-19. O aumento de 2020 foi de 17%, quando o coronavírus se espalhou por praticamente todo o país e as restrições impostas pelos governos estaduais e municipais começaram a causar estragos na economia.
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