Colin Farrell é um ator irlandês de características marcantes. Ele tem uma estatura média, com cerca de 1,78 m de altura, e uma constituição corporal atlética. De olhos castanhos, se destaca pelo charme.
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Passou por um processo que, com próteses e silicone, alterou sua característica facial. Seu rosto ficou com uma aparência mais larga, com bochechas caídas, nariz achatado.
Ganhou uma peruca com cabelos ralos. E, de galã, se transformou no grotesco Pinguim, com sua feição realista e humana. Graças à maquiagem, Farrell se tornou outra pessoa.
Na série O Pinguim (The Penguin), da Max, o vilão é, pela primeira vez, apresentado em sua intimidade. Ele é um representante do submundo de Gotham City, onde não há outra visão sobre a humanidade que não seja pautada pela violência e ceticismo.
Como ocorre com um terrorista do Hamas ou um criminoso do PCC, Pinguim, cujo nome é Oswald Cobblepot, segue a regra do único jogo que experimentou e quer conhecer.
Pela maneira informal com que este live-action o apresenta, o apelido de Oz gera maior proximidade. Com os outros personagens e com o próprio telespectador.
Ele tenta ser “alguém” dentro deste universo marcado por boates enfumaçadas, mansões excêntricas e salas de reuniões escuras. Imagina, e se justifica, que o poder e o dinheiro sujo o levarão a superar o passado de trauma, por mancar em função de uma deficiência física, de mortes dos irmãos, de pobreza e de sofrimento.
Pinguim entre duas famílias
Este autêntico Pinguim se tornou um manipulador habilidoso que vai galgando postos na escala social da máfia. Vive entre duas famílias, a dos Falcone e a dos Maroni. Sempre no limiar entre a vida e a morte, coloca uns contra os outros, disfarçando e atuando ao mesmo tempo dos dois lados. Não titubeia em cometer assassinatos.
Seu objetivo é, depois de ter sido funcionário de boate e motorista, ascender à chefia de todos estes grupos criminosos. Une-se ao jovem Victor Aguilar (Rhenzy Feliz), adolescente que praticava pequenos roubos, mas que tem uma índole mais pura e honesta. Aguiar se torna, ao lado da mãe de Pinguim, alguém que ele busca proteger. Até quando, não se sabe.
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Pinguim se equilibra ameaçado, nesta gangorra entre a filha do mafioso morto, a neurótica Sofia (Cristin Milioti), culpado pela morte do próprio irmão dela. A rotina de bandido é a sua adrenalina. Pela manhã, se arruma, passa perfume, ajeita a roupa e sai como um trabalhador comum. Mas esta rotina também pode ser o seu fim.
O prazer de lutar pela sobrevivência deste homem marcado pelo sofrimento, e nunca pela redenção, o faz ser visto muitas vezes como alguém cativante. Que merece vencer os bandidos com quem ele convive. Oz até nos induz a vê-lo como um amigo. Mas a verdade de Pinguim é a de ser alguém desprezível. É preciso tomar cuidado com as maquiagens.
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